29 de junho de 2011

Música

A vida de ouvinte de fragmentos de conversas é árdua. Quase ninguém sabe o que tenho vivido. Ter de ouvir, sem gargalhar e chacoalhar o interlocutor alheio que diz: "tenho que fazer minha barba" (dito ao telefone por uma mulher sentada atrás de mim no cineclube) e "você gostaria de se tornar uma bruxa?" (perguntado a uma mulher por um comerciante do centro da cidade, cujo estabelecimento sempre achei estranho por consistir apenas de um balcão de bebidas, um freezer de sorvetes kibom e uma geladeira). E ainda tem gente que usa fones de ouvido.

Ah, meus momentos felizes

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